domingo, 22 de novembro de 2009

EBD - Lições Bíblicas CPAD - 1° Trimestre 2010


SUMÁRIO


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD


Comentário: ELIENAI CABRAL

Consultor Doutrinário e Teológico: ANTONIO GILBERTO




Lições do 1º Trimestre de 2010




TEMA: II CORÍNTIOS — “Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas.”

Lição 1 – A DEFESA DO APOSTOLADO DE PAULO

Lição 2 – O CONSOLO DE DEUS EM MEIO À AFLIÇÃO

Lição 3 – A GLÓRIA DO MINISTÉRIO CRISTÃO

Lição 4 – A GLÓRIA DAS DUAS ALIANÇAS

Lição 5 – TESOURO EM VASOS DE BARRO

Lição 6 – O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO

Lição 7 – PAULO, UM MODELO DE LÍDER SERVIDOR

Lição 8 – EXORTAÇÃO À SANTIFICAÇÃO

Lição 9 – O PRINCÍPIO BIBLICO DA GENEROSIDADE

Lição 10 – A DEFESA DA AUTORIDADE APOSTÓLICA DE PAULO

Lição 11 – CARATERÍSTICAS DE UM AUTÊNTICO LÍDER

Lição 12 – VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR
Lição 13 – SOLENES ADVERTÊNCIAS PASTORAIS

Mais uma vez Deus nos presenteia com um trimestre rico e Glorioso. Que os nossos ministros despertem do sono da conivência e aprendam a servir a igreja de forma sacrificial da mesma forma que Jesus se entregou por ela.

sábado, 21 de novembro de 2009


Davi – As Vitórias e as derrotas de um homem de Deus.
Lição 08: O pecado de Davi e suas conseqüências.
Por PR Manoel B. M. Júnior.

Texto Áureo: “E aconteceu que, tendo decorrido um ano, no tempo
em que os reis saem para guerra, enviou Davi a Joabe, e a seus
servos com ele, e a todo o Israel, para que destruíssem os filhos
de Amom e cercassem Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém ”
(2 SM 11,1).

Verdade Prática: A resposta à tentação para pecar não é ignorá-la
ou Ser-lhe indiferente, mas invocar as problemas Bíblicas pela fé
em Cristo.


Leitura Bíblica em classe: 2 Samuel 11. 2,4,5,14-17 ARC.

INTRODUÇÃO

Havia uma época específica em que os reis saíam à guerra? Mesmo que muito ligeiramente, é importante que tal ponto seja abordado, pois ele contém elementos que preenchem lacunas referentes ao contexto daquele período e fornece pistas para entender o que de fato ocorreu naquela tarde fatídica. Pelo que se infere, por razões extremamente locais e relacionadas ao clima, as guerras tinham datas para acontecer: “O profeta aproximou-se do rei de Israel e lhe disse: ‘Vai adiante corajosamente, mas pensa no que deves fazer, pois no ano que vem o rei de Arâm subirá para atacar-te’” (1 Rs 20.22 – TEB [i]). Assim, o texto bíblico é claro e óbvio a este respeito: “E aconteceu que, tendo decorrido um ano [após a última guerra], no tempo em que os reis saem para a guerra, enviou Davi a Joabe, e a seus servos com ele, e a todo o Israel, para que destruíssem os filhos de Amom e cercassem Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém” (2 Sm 11.1), ou seja, é algo perfeitamente comum para quem lesse a narrativa à época. O que deve causar estranheza é exatamente o fato de Davi — um homem de guerra —, não ter ido ao combate, já que esse expediente era praxe e algo quase que protocolar para os reis. Autoconfiança? Cansaço? Desinteresse? O que fez com que o “homem segundo o coração de Deus” resolvesse ficar no palácio real? Evidentemente que, como já foi dito, não é o propósito de a narrativa enfatizar o pecado de Davi e sim o desenrolar do plano de Deus que culminará na Aliança Davídica, [ii] mas para o tema do capítulo, faz-se necessário discutir o assunto nesta ótica: [...] É óbvio que a Bíblia não entra em detalhes para descrever como foi o processo que culminou no desastroso ato, restringindo-se apenas a registrar a sua concepção, com o ócio do rei no terraço do palácio, e as conseqüências de tamanho lapso moral para um homem segundo o coração de Deus. Como somos apressados na análise da passagem e de seu contexto, a nossa tendência, geralmente, é achar que tenha sido um deslize fugaz, alimentado pela involuntária visão da mulher desnuda banhando-se à vista da casa real. “Foi fruto de um momento psicológico”, afirmou alguém certa vez. Mas uma leitura acurada do texto bíblico leva-nos a concluir que se tratou de algo muito além de um simples e despretensioso olhar. [iii]. Tal conclusão não é fruto da criatividade do autor, mas o resultado de pesquisas acerca do contexto em que os fatos se desenrolaram, sendo, como disse na abertura do capítulo 4, um exercício imprescindível para todos que querem, de fato, ensinar a Palavra de Deus com seriedade e compromisso (Rm 12.7b; 2 Tm 2.15).

COMENTÁRIO

O pecado de Davi e a repreensão de Natã (2 Sm 11.2-12.25).

1. O ADULTÉRIO DE DAVI COM BATE-SEBA (2 Sm 11.2-13). Se fosse necessário provar a franqueza e isenção com que a Bíblia descreve os pecados dos servos de Deus a fim de que eles sirvam de aviso a outros (1 Co 10.11-12), o caso de Davi fornecer-nos-ia excelente exemplo. Nem a elevada posição do rei autoriza a supressão dos fatos-grande testemunho à verdade das Escrituras. A terrível queda de Davi dá-nos uma lição de inestimável valor: mostra-nos que até o maior dos pecadores pode ser perdoado se é verdadeiro o seu arrependimento. Não fora este pecado, o Sl 51, tão consolador para a alma penitente, nunca teria sido escrito. E disseram (3) Heb. "E disse consigo". Segundo parece, Davi ouvira já falar da beleza de Bate-Seba. Urias (3) era um dos mais corajosos homens do reino, incluído na lista dos "valentes" (2 Sm 23.39). Embora heteu de raça, aceitara a verdadeira religião, como demonstra o seu nome "luz de Jah". O procedimento de Davi ao mandar buscar Bate-Seba era característico dos monarcas orientais, mas completamente indigno de um homem de Deus. Esse primeiro passo errado conduziu à dissimulação, à hipocrisia, à ingratidão e por fim ao homicídio (cf. Tg 1.15).

2 Sm-11.14

2. URIAS É ABOMINAVELMENTE ASSASSINADO (2 Sm 11.14-25). A traição de Davi atinge o auge quando ele ordena a Urias que entregue a Joabe uma carta na qual se contém a sua sentença de morte. De acordo com as instruções recebidas, Joabe observa bem a cidade e coloca Urias no ponto mais perigoso. Aí morreu o bravo e nobre soldado cuja morte se destinava a encobrir a perversidade de Davi. Joabe esperava que Davi criticasse a tática militar seguida, mas estava certo de que a notícia da morte de Urias em breve o apaziguaria. Abimeleque, filho de Jerubesete (isto é, Gideão); ver Jz 9.53. A Septuaginta atribui os versículos 20 e 21 à réplica de Davi. É possível que tenha havido erro do copista na colocação das palavras, visto que é estranho que Joabe antecipasse a resposta de Davi em tal minúcia. A referência prova quão bem se conhecia, nos dias de Davi, a história do tempo dos juízes.

2 Sm-11.26

3. BATE-SEBA TORNA-SE MULHER DE DAVI (2 Sm 11.26-27). É provável que o luto de Bate-Seba fosse puramente formal; de acordo com a tradição manter-se-ia durante sete dias. Com uma pressa a todos os títulos indecorosa, Davi recolhe-a em sua casa o torna-a sua mulher. O episódio deixa uma indelével marca no caráter de Davi e é o princípio de uma angústia que o perseguiria toda a vida. Bate-Seba é sua pronta e alegre cúmplice. Era ambiciosa e a sua ascendência sobre Davi manteve-se até ao fim (cf. 1 Rs 1.11-31).
A Decadência de Davi
As mulheres dos súditos pertenciam aos reis? Se havia tal costume, é preciso lembrar que, enquanto para os outros povos o rei era um deus, para Israel a política era totalmente distinta e antagônica, pois o próprio Yhwh ditava as regras de como o líder da nação deveria se comportar (Dt 17.16-20). Nas prescrições incluía-se — como não poderia deixar de ser —, vetos em relação ao sexo oposto. Ademais, o rei de Israel deveria cumprir as ordens de Deus que, na realidade, era o real Soberano daquele povo (At 13.22). Assim, seguindo essa hipótese, só temos duas opções: ou houve consentimento de Bate-Seba e, nesse caso, muito provavelmente eles já flertavam, ou então o pecado de Davi foi ainda pior e também se configura como estupro. Geremias do Couto sustenta a primeira tese:
Como percebeu Grant R. Jeffrey, a primeira coisa que salta aos olhos é o grau de proximidade entre a família de Bate-Seba e a corte palaciana. Tanto Eliã, o pai daquela mulher formosa à vista, quanto Urias, o marido traído, pertenciam à nata da elite militar de Israel, composta de trinta e sete oficiais que, certamente, cuidavam da segurança do monarca. Como tais, viviam o dia-a-dia palaciano. Deduz-se, a partir disso, que Bate-Seba não era uma ilustre desconhecida, mas com certeza freqüentava a casa real, principalmente em ocasiões solenes e festivas, conhecendo a intimidade da corte. Não é nenhum exagero de interpretação admitir que o rei já a vira outras vezes e, quem sabe, aí tenha nascido a lascívia em seu coração. [iv]
À luz dessa perspectiva, fica mais claro o porquê de o casal adúltero ter tanta “facilidade” de consumar um ato em plena claridade do dia, dentro do palácio real, tendo Davi outras mulheres e filhos já grandes. Era muita tranquilidade para tamanho erro. O que será que levou Davi a quase perder a salvação, o reino e a família, em troca de alguns momentos de prazer carnal? Essas sim são questões que devem nos fazer pensar e refletir, pois muitas vezes caminhamos em direção a um abismo e perdemos totalmente a noção do perigo que nos cerca. A proximidade com o sexo oposto, seja no caso de líderes ou não, deve sempre ser marcada pela discrição, respeito e temor a Deus, pois, caso contrário, o desastre é certo. Geremias do Couto fundamenta ainda mais a sua posição defendida ao dissertar da seguinte forma:
Outro ponto que importa, ao tecermos a cronologia do pecado de Davi, era o fato de Bate-Seba residir nas cercanias do palácio a ponto de ele, do terraço, ter condições de invadir visualmente a privacidade da mulher. É possível pressupor, sem forçar a narrativa bíblica, que eram residências oficiais destinadas àqueles que desfrutam da intimidade do poder. Mas, por último, como aconteceu comigo, você se surpreenderá ao descobrir que Bate-Seba era neta de Aitofel, principal conselheiro do rei, uma espécie de chefe da casa civil do governo. [v] Que ela tinha acesso às antecâmaras reais, não resta nenhuma dúvida. Assim, o raciocínio fica completo quando você acrescenta a última peça do quebra-cabeças: contrariando o costume de o rei acompanhar o exército nas operações de guerra, Davi preferiu permanecer no palácio, enquanto os seus soldados combatiam os amonitas. Para quê? Deduza você mesmo. [vi]
É possível que, se o raciocínio acima estiver correto, o narrador não tenha nem se dado conta de que o banho da mulher e o fato de Davi não ir à guerra na verdade não são meros acidentes, mas uma trama para consumarem aquilo que eles já acalentavam. Assim, Geremias do Couto conclui sua argumentação:
Em outras palavras, tudo leva a crer que o adultério do rei foi algo laboriosamente premeditado nos escaninhos da mente. Levou tempo para ser consumado. Tudo indica que o ócio no terraço e o banho simultâneo da mulher foram alguns dos ardis do plano, racionalizados para que o desfecho parecesse algo repentino e involuntário, do qual Davi pudesse afirmar não ter tido culpa alguma. Isto se torna ainda mais claro pelas medidas que tomou ao saber que Bate-Seba ficara grávida. Na maior cara-de-pau, tentou tapar o sol com a peneira, chegando ao cúmulo de ser “generoso” com Urias, oferecendo-lhe a oportunidade de afastar-se do calor da guerra e passar uma noite em casa com a esposa, na tentativa de prover “outra” paternidade para o bebê. Por fim, como a iniciativa não funcionou, teve o desplante de dissimular o homicídio de Urias para não passar à história como covarde. Só que a última palavra sempre pertence a Deus, que, na hora certa, desmascarou a atitude pérfida de Davi. [vii]
É difícil confrontar tal posição, pois não são conjeturas. Incluso ainda nesse mesmo problema, está a verdade de que, do ponto de vista da Torá, nem sendo marido Davi poderia ter relações com Bate-Seba, pois o texto diz claramente que ela estava se purificando (2 Sm 11.2-4). [viii] Isso significa que, se Bate-Seba havia acabado de fechar o ciclo menstrual, por um preceito da Lei estava impedida até mesmo de entrar no palácio e de tocar em qualquer coisa (Lv 15.19-30). Mas o que causa perplexidade em toda a questão é exatamente o fato de Deus ter ordenado que o rei de Israel deveria transcrever num livro a Lei e estudá-la para que não viesse a cair em pecado ou infringir os mandamentos do Senhor (Dt 17.18-20). Isso mostra explicitamente que Davi era profundo conhecedor da Palavra de Deus, algo de que ninguém duvida, pois os seus próprios numerosos e belos Salmos sugerem isso. [ix]
As Consequências do Pecado de Davi
A lista daqueles que foram afetados diretamente pelo pecado de Davi é extensa: ele pecou contra Bate-Seba; Eliã; Urias; as suas sete esposas (Mical, Ainoã, Abigail, Maaca, Hagite, Abital e Eglá); seus filhos (Amnon, o mais velho; Quileabe, ou Daniel; Absalão; Adonias; Sefatias; Itreão; e Tamar — todos esses nasceram em Hebrom, mais ainda há outros que nasceram em Jerusalém — 1 Cr 3.1-9); as suas dez concubinas (com quem ele, inclusive teve filhos — 1 Cr 3.9); o profeta Natã; contra o seu próprio povo que o admirava (inclusive mulheres — 1 Sm 18.6,7); os 600 homens que se juntaram a ele quando da “peregrinação involuntária” no tempo de Saul — 2 Sm 22.2; 23.13; além de vários outros grupos (1 Cr 12.1-22; 1 Cr 12.38; 1 Cr 11.15-19); as nações (1 Cr 14.17 — neste caso particular, a repercussão foi tão negativa que o narrador registrou: “Mas, posto que com isto deste motivo a que blasfemassem os inimigos do Senhor” — 2 Sm 12.14, ARA); a Lei; [x] e o pior de todos ― Deus ―, algo que ele mesmo admitiu: “Pequei contra o Senhor” (2 Sm 12.13).
Diferentemente do que alguém pode presumir, a confissão não ocorreu tão rapidamente assim. Deu tempo de ele saber que a mulher estava grávida, o que, provavelmente ela só pôde perceber, no mínimo, um mês depois (possivelmente por não ter ocorrido o próximo ciclo menstrual). Nesse momento, as coisas começam a se complicar ainda mais, pois Davi agora precisa “esconder” o mal feito. Assim, como todos conhecem a história, primeiramente há uma tentativa de fazer com que pareça que o filho é de Urias (2 Sm 11.6-13), tentativa frustrada, vem então o “plano B”, e aí o que já estava terrível fica sombrio, macabro e extremamente calculista: assassinar o soldado e ficar com a mulher (2 Sm 11.14-25). Assim, acreditando que o caso estava resolvido Davi, aguarda o período de luto de Bate-Seba e depois a recolhe como mulher, entretanto, o texto bíblico registra categoricamente: “Porém essa coisa que Davi fez pareceu mal aos olhos do Senhor” (2 Sm 11.27b). Flávio Josefo comenta que
Deus olhou com cólera para esse ato de Davi e ordenou a Natã, num sonho, que o repreendesse severamente de sua parte. Como o profeta era muito sensato e sabia que os reis, na violência de suas paixões, consideram pouco a justiça, julgou que, para melhor conhecer as disposições do soberano, devia começar por falar-lhe docemente antes de chegar às ameaças que Deus havia ordenado. [xi]
Uma das questões que fica pendente é: Por que Davi não sofreu as sanções da Lei? É possível que a “pena” para Davi tenha sido alternativa, pois Natã, após tomar as precauções colocadas por Josefo, preveniu-o acerca dos infortúnios que se seguiriam: “[...] não se apartará a espada jamais da tua casa”; “[...] tomarei tuas mulheres perante os teus olhos, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com tuas mulheres perante este sol” e, finalmente “[...] o filho que te nasceu certamente morrerá” (2 Sm 12.10,11,14). Essa última sentença indica que a criança já havia nascido. Isso significa que, no mínimo, o pecado ficou “encoberto” por nove meses. Não considerando, claro, as hipóteses de que a criança possa ter nascido prematuramente, o que faria com que o tempo fosse menor, mas também dá margem à possibilidade de que a criança pudesse ter dez, onze meses, um ano ou até mais, não sabemos. Infelizmente, tal fato divide a vida de Davi em duas fases, assim como a unção também o fez. É provável que por cerca de vinte a vinte e cinco anos Davi tenha as sanções mais terríveis que se possa imaginar: filha violentada pelo meio-irmão; assassinato de meio-irmão para vingar a violência sexual de Tamar; usurpação do trono real por duas vezes e por dois filhos diferentes; filho que abusa das concubinas do pai enquanto este se evadiu (2 Sm 13―18; 1 Rs 1).
Conclusão
Todas as vezes que alguém quer justificar determinadas práticas improcedentes e ainda assim permanecer liderando ou aspirando liderança, apela-se para o exemplo de Davi. Entretanto, é preciso lembrar que os poucos momentos de prazer que o “homem segundo o coração de Deus” teve diluiram-se em muitos anos de dor, sofrimento e estigma. Mais do que isso, é imprescindível entender que Davi (mesmo tendo sido perdoado e, com certeza, um dos grandes homens de Deus) não se constitui em um referencial para os cristãos, antes, o referencial dos crentes é o Senhor Jesus Cristo (Ef 4.13). E é bom entender que Paulo se refere a Jesus quando Ele andou aqui na Terra, ou seja, plenamente humano, pois este é o propósito de Deus: que sejamos reposicionados originalmente ao estado em que Ele criou a humanidade ― algo que só é possível por intermédio de Jesus Cristo e seu Divino Espírito Santo (1 Co 3.18).

Com adaptações do estudo da CPAD.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA PROCESSO SELETIVO 2010 DA FAETEL


INSCRIÇÕES ABERTAS PARA PROCESSO SELETIVO 2010 DA FAETEL
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO
16 de novembro de 2009
FACULDADE TEOLÓGICA DE CIÊNCIAS
HUMANAS E SOCIAIS LOGOS
EDITAL Nº 1, DE 6 DE NOVEMBRO DE 2009
PROCESSO SELETIVO - 1º SEMESTRE DE 2010
O Diretor da Faculdade Teológica de Ciências Humanas e
Sociais Logos, no uso de suas atribuições legais e regimentais, na
conformidade do que dispõe a legislação federal pertinente em vigor,
e de acordo com o que estabelece o Regimento da Instituição, aprovado
pela Portaria Ministerial nº 1.019/2005 torna público por meio
do presente extrato de Edital, que estão abertas as inscrições ao
Processo Seletivo 01/2010 a partir de 16/11/2009 até o dia
18/12/2009, obedecida à legislação, com validade para matrícula do
segundo semestre letivo de 2010, no local de funcionamento do curso
na Rua Padre Adelino, 700 - Belenzinho na cidade do São Paulo,
Estado de São Paulo. O Manual do Candidato com todas as normas
de acesso será entregue ao candidato no momento de sua inscrição no
Processo Seletivo, também estará disponível na Secretaria da Faculdade
e no site www.faetel.edu.br. Curso: Graduação em Teologia
(200) vagas, sendo distribuídas 100 vagas Diurnas e 100 vagas Noturnas.
As provas serão realizadas nos dias 05/12 e 19/12 com início
às 14 h e findando às 17 h e nos dias 30/11 e 07/12 com início às 19h
e findando às 22h. Também serão realizadas provas por agendamento,
através do telefone 2796 4537 até o período aberto de inscrições. Não
haverá revisão de provas. Na hipótese de o número de matriculados
para o curso, em qualquer tempo, for menor que 30 (trinta), a Faculdade
Teológica de Ciências Humanas e Sociais Logos poderá - a
seu critério - deixar de oferecê-lo.
ALCINO LOPES DE TOLEDO

PARADOXO

PARADOXO


O PARADOXO DO NOSSO PERÍODO NA HISTÓRIA É QUE TEMOS PRÉDIOS MAIORES, MAS TEMPERAMENTOS MAIS CURTOS;

ESTRADAS MAIS LARGAS, MAS PENSAMENTOS MAIS ESTREITOS; GASTAMOS MAIS E TEMOS MENOS!

COMPRAMOS MAIS E APROVEITAMOS MENOS!

NOSSAS CASAS SÃO MAIORES E NOSSAS FAMÍLIAS MENORES!

TEMOS MAIS CONVENIÊNCIAS, PORÉM MENOS TEMPO!

TEMOS MAIS ESTUDOS E MENOS BOM SENSO!

MAIS CONHECIMENTOS E MENOS CAPACIDADE DE JULGAMENTO!

MAIS ESPECIALISTAS E MAIS PROBLEMAS!

MAIS REMÉDIOS E MENOS SAÚDE!

GASTAMOS DEMAIS, RIMOS DE MENOS, DIRIGIMOS COM DEMASIADA VELOCIDADE...

PERDEMOS COM FACILIDADE A PACIÊNCIA!

DORMIMOS MUITO TARDE, LEVANTAMOS COM O CORPO QUEBRADO...

LEMOS POUCO, ASSISTIMOS MAIS TV E ORAMOS MENOS!

MULTIPLICAMOS AS NOSSAS POSSES, MAS REDUZIMOS O SEU VALOR!

FALAMOS DEMAIS, AMAMOS DE MENOS E ODIAMOS MUITO.

ADICIONAMOS MAIS QUANTIDADE DE ANOS ÀS NOSSAS VIDAS E MENOS QUALIDADE DE VIDA AOS NOSSOS ANOS.

FOMOS À LUA E VOLTAMOS, MAS TEMOS DIFICULDADE EM ATRAVESSAR A RUA, PARA FALAR COM O NOSSO NOVO VIZINHO.

CONQUISTAMOS O ESPAÇO EXTERIOR, MAS NÃO O INTERIOR.

FIZEMOS COISAS MAIORES, MAS NEM SEMPRE MELHORES.

ÀS VEZES LIMPAMOS O AR, MAS POLUÍMOS AS ALMAS.

CONQUISTAMOS O ÁTOMO, MAS NÃO OS NOSSOS PRECONCEITOS.

ESCREVEMOS MAIS E APRENDEMOS MENOS!

PLANEJAMOS MAIS E CONSEGUIMOS MENOS!

APRENDEMOS A CORRER, MAS NÃO A ESPERAR!

CRIAMOS CADA VEZ MAIS COMPUTADORES, PARA ARMAZENAR MAIS INFORMAÇÕES E PRODUZIR MAIS CÓPIAS!

MAS NOS COMUNICAMOS CADA VEZ MENOS.

ESTES SÃO OS TEMPOS DO "FAST FOOD" E DA DIGESTÃO LENTA...

DE HOMENS GRANDES, COM PERSONALIDADES MESQUINHAS...

DE LUCROS ENORMES E RELACIONAMENTOS PEQUENOS...

ESTES SÃO OS DIAS DE DOIS EMPREGOS E MAIS DIVÓRCIOS...

CASAS MAIS BONITAS E LARES DESFEITOS...

ESTES SÃO OS DIAS DE VIAGENS RÁPIDAS, FRALDAS DESCARTÁVEIS, MORALIDADE ABANDONADA, ENCONTROS POR UMA NOITE, OBESIDADE DISSEMINADA E PÍLULAS PARA TUDO.

UM TEMPO ONDE A TECNOLOGIA PERMITE QUE VOCÊ LEIA ISTO E ESCOLHA O QUE FAZER:

DIVIDIR ESTE SENTIMENTO OU APENAS CLICAR EM DELETE.

ABRACE COM CARINHO QUEM ESTIVER AO SEU LADO PORQUE ESTE É O ÚNICO TESOURO QUE VOCÊ PODE OFERECER, SEM LHE CUSTAR NADA. UM BEIJO E UM ABRAÇO CURAM A DOR, QUANDO VÊM LÁ DE DENTRO.

LEMBRE-SE DE DAR AS MÃOS E APROVEITAR O INSTANTE.

EIS QUE, ALGUM DIA, AQUELA PESSOA NÃO ESTARÁ AO SEU LADO.

DIVIDA OS PRECIOSOS PENSAMENTOS DA SUA MENTE!

DÊ UM TEMPO AO AMOR...

DÊ UM TEMPO ÀS PALAVRAS...

DÊ UM TEMPO!!!

sábado, 31 de outubro de 2009

DAVI E SUA EQUIPE DE LIDERADOS


Davi – As Vitórias e as derrotas de um homem de Deus.
Lição 05: Davi e sua equipe de liderados
Por PR Manoel B. M. Júnior.

Texto Áureo: “E ajuntou-se a ele todo o homem que se achava em
Aperto, e todo homem endividado, e todo o homem de espírito
Desgostoso, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns
Quatrocentos homens” (1 SM 22.2).

Verdade Prática: O trabalho em equipe é um principio básico da
Liderança eficaz, inclusive na causa do Senhor. Se quisermos ser
bem-sucedidos na obra de Deus não devemos esquecer esse
principio.

Leitura Bíblica em classe: 1 Crônicas 11.10-12,20,22,24,25 ARC.


INTRODUÇÃO

Liderança é algo que todos almejam, principalmente quando essa liderança promete riqueza, fama, prestigio altos reconhecimentos e honrarias etc. Todos os que foram chamados por Deus e comissionados para esta tarefa (liderar) receberam o oposto das benesses citadas acima. Por quê? Não é o propósito de Deus honrar os seus escolhidos que lideram o seu povo? Sim! Só que a honra que Deus confere aos seus ungidos é bem diferente daquilo que o mundo considera como honra. Primeiro Deus nos prova de maneira que às vezes parece que vamos perecer na caminhada e pensamos: “Deus me fez uma promessa de que um rebanho me aguardava que eu seria honrado perante meus inimigos, que seria líder de um grande povo, acho que isso não irá si cumprir, pois as perseguições são tantas, e a cada dia que passa os meus adversários se multiplicam, acho que morrerei neste deserto”. Nesta lição aprenderemos como tirar o melhor daquilo que às vezes parece que é imprestável e como Deus usa as coisas insignificantes desta terra para mostrar o seu Poder como mostrou na vida de Davi e de sua equipe de liderados.

COMENTÁRIO

I. LIDERANÇA BÍBLICA E LIDERANÇA SECULAR

1. Líder, liderança e equipe.

I. O QUE VEM A SER UM LÍDER
Deus pode escolher a quem Ele quiser para ocupar a posição de líder. Afinal de Contas, Ele é Deus, nós apenas criaturas, Ele o Criador. Deus está chamando líderes. Ele está à procura de líderes. “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei” (Ez 22.30).
É uma pessoa que está consciente do seu papel na liderança, sabe que está no comando e que este comando foi-lhe outorgado por Deus. Também está consciente que exerce um forte impacto e uma grande influência na vida dos liderados. Agora, ele não deve de forma alguma incidir uma influência forçada. Isso deve ser natural. Ele é alguém que vê as necessidades das outras pessoas. Está sensível para com elas. Com isso, procura, na maneira do possível, ajudá-las a superar os seus obstáculos. Deve demonstrar um amor genuíno, como um amor de pai para filho. Afinal de contas, eles são o rebanho que Deus lhe confiou nas mãos e um dia prestará contas disso. “Para que um homem seja líder ele tem de ter seguidores. E para que tenha seguidores ele tem de ter a confiança deles. Assim sendo, a primeira qualidade do líder tem de ser integridade inquestionável. Sem ela, não é possível o verdadeiro êxito, não importam se estejam trabalhando em turma de fábrica, campo de futebol, no exército ou num escritório. Se os colegas de um homem descobrem nele falsidade, se percebem que nele falta integridade direta, este homem fracassará. Seus ensinos e seus atos devem ser congruentes. Assim, a maior necessidade é integridade e propósito elevado”.
Todo o poder que o líder vem a possuir deve primeiramente ser por ele reconhecido que lhe foi concedido por Deus. Tudo provém de Deus. Cristo disse: “Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5). Sem Cristo, o líder nada pode. “O exemplo máximo de liderança é Jesus. Seu grupo era constituído por doze, incluindo um que duvidou outro que negou conhecê-lo e ainda outro que o traiu entregando-o aos assassinos. No entanto, com este pequeno grupo, ele mudou o mundo” O líder não é um ditador. Aquele que chega com a palavra e diz tudo o que se deve fazer. Ele deve procurar incutir nas mentes das pessoas que elas devem participar na elaboração dos projetos, dos planos, etc. Assim, ele não irá exercer uma função autoritária e poderá com isso estar desenvolvendo novos líderes dentro do grupo. O líder deve, no entanto, ter a consciência que deve sempre estabelecer metas, bem como os meios necessários para atingi-las. Para isso, uma boa comunicação é fundamental. O líder deve ser alguém que saiba se comunicar. Deve saber dizer exatamente o que pretende e como pretende. Boa comunicação é imprescindível para a realização das metas, conseqüentemente os liderados não terão problemas em seguí-lo. Motivação é chave para atingir os planos. Ele deve estar sempre motivando os demais, bem como motivando a si mesmo. Quando o trabalho é bem executado, ele deve saber dar crédito às pessoas por isso, deve elogiar o trabalho bem feito. Deve também cobrar quando o trabalho não acontece. O líder deve procurar pedir auxílio ao Senhor Jesus Cristo – o Líder dos líderes, o Mestre por excelência – para exercer a liderança. Colocando-se diante de Deus para escutar o que Ele manda, estará sendo o tipo de líder que Deus está a procura. Uma pessoa consagrada, temente a Deus, que faz o que Lhe agrada, porque seu objetivo e glorificar Aquele que o arregimentou.
“Os líderes que trabalham com mais eficiência me fazem perceber que nunca dizem ‘eu’, não pensam ‘eu’. Pensam ‘nós’. Pensam na ‘equipe’. Entendem que seus serviços fazem à equipe funcionar. Aceitam responsabilidade e não se evadem, mas ‘nós’ conseguimos o crédito. Há uma identificação (com freqüência, um tanto inconsciente) com a tarefa e com o grupo. Isso é o que cria a confiança. O que capacita para conseguir que a tarefa seja feita”.Davi foi um Líder assim.

Ele soube aproveitar a oportunidade adversa para transformar homens problemáticos em grandes heróis. Depois de escapar de Gate, o próximo refugio de Davi foi a caverna de Adulão, assim chamada devido a uma cidade nas suas proximidades. Estava situada na Sefelá, a planície de Judá, em torno de 26 quilômetros a sudoeste de Jerusalém, e 20 quilômetros a sudeste de Gate. Existem na região muitas cavernas que poderiam facilmente ter abrigado o grupo de Davi. Com ele estavam não somente os membros da família de seu pai, mas também todo o homem que se achava em aperto, e todo homem endividado, e todo o homem de espírito desgostoso – literalmente, de alma amargurada (2). Este chegou, no inicio, a 400 homens, posteriormente a 600 (1 Sm 23.13). Não foi uma tarefa fácil reunir um grupo de homens tão comuns em um exército eficaz.

2. A atualidade da liderança davídica.

Os princípios de liderança usados por Davi para transformar um grupo que aparentemente era impossível de liderar pode ser usado em nosso presente século. Ele soube demonstrar amor, companheirismo, consideração, imparcialidade. Ele sabia delegar responsabilidades aos seus liderados, ele confiava nos homens que estavam debaixo de sua responsabilidade. Apesar de estamos vivendo em uma época e dispensação superior em conhecimentos, tecnologias, informação, etc. Esses princípios são supra culturais. O comentarista da lição cita o exemplo de Jetro (Êx 18.21), como um modelo a ser seguido por todos aqueles que exercem ou que almejam liderança nos dias atuais. Outros exemplos podem ser citados aqui tais como, Josué, Gideão, Débora, Jabez, entre outros. Portanto podemos desses exemplos tirar lições das mais preciosas para aplica-lás em nossas vidas tanto na igreja como na vida e carreira secular sabendo que os princípios espirituais sempre serão superiores porque vieram primeiro.

II. A LIDERANÇA FUNDAMENTADA NO CARÁTER CRISTÃO

1. É uma liderança que agrada a Deus.

Para que a liderança cristã agrade a Deus se faz necessário avaliar-mos algumas qualidades como as que seguem abaixo.

1. Qualidades Morais
Os líderes devem possuir uma vida limpa, isso não deve ser por medo dos liderados, mas sim pelo temor diante de Deus, por querer agradá-lo. Nas Escrituras, temos um exemplo bastante forte deste padrão moral que o líder deve ter. José se recusou a ter relações sexuais com a mulher de Potifar, não por temer a Potifar, mas por temer cometer tamanho pecado diante de Deus (Gn 39.7-21). Ter uma vida moral reta é algo que não tem preço. Não se pode comprar. Tendo uma vida limpa perante Deus e os demais, o líder terá uma visão clara de seus alvos e objetivos, será mais fácil para ele alcançar seus objetivos assim. Pessoas com problemas de visão procuram um oftalmologista para corrigir o problema. Líderes com problemas em sua vida moral, terão uma visão distorcida do ministério, não mais agirão com clareza. Por isso, é fator primordial ter uma vida limpa.

2. Qualidades Pessoais
Cada líder tem a sua própria personalidade. Ninguém é igual a ninguém. Porém há qualidades pessoais que cada líder deveria ter preocupação. Um líder deve estabelecer alvos pessoais. Ele deve estabelecer alvos para si mesmo, bem como para sua congregação (Rm12.3; Fp 3.14). O líder é uma pessoa cuja influência se faz sentir em todos os aspectos. Por onde quer que vá, ele é alvo de observações e por isso há de exercer uma influência na vida das pessoas que o cercam. Ele não deve procurar fazer certas coisas somente para que outras pessoas vejam que ele está fazendo, mas ele deve ter em sua mente que quando ele faz alguma coisa os outros estão observando o seu modo de fazer ou agir. Até mesmo tudo o que o líder fala, faz ou pensa serve para influenciar os seus liderados, quer positiva, quer negativamente. De uma maneira ou de outra, o líder, influenciará os seus liderados em tudo o que faz, portanto, é necessário que se tenha o máximo cuidado para não ser uma influência negativa na vida deles.

2.Não é uma liderança à parte de Deus.
Deus quer que tenhamos comunhão com Ele, mas para isso precisamos nos preocupar com a nossa vida espiritual. Saul estava em desgraça moral e espiritual, enquanto que Davi crescia em espiritualidade diante de Deus. “E Davi se conduzia com prudência em todos os seus caminhos, e o SENHOR era com ele” (1 Sm 18.14”). Davi tinha uma comunhão intima com Deus, os seus Salmos revelam isso. Quem quiser ser bem sucedido na sua liderança jamais poderá se afastar da oração. (Sl 7).

III. DAVI E SUA EQUIPE
Quando Davi chegou à caverna de Adulão homens descontentes, angustiados, endividados, amargurados etc. Essas pessoas uniram-se a Davi que também era fugitivo. Rejeitados, sua sorte só melhoraria se ajudassem o filho de Jessé a tornar-se rei. Controle dele sobre este equipe novamente demonstra a sua desenvoltura e habilidade para liderar e motivar os outros. É difícil construir um exército com bons soldados, mas é preciso ainda maior liderança para formar um batalhão com o tipo de homens que seguiam o futuro rei. Este grupo eventualmente formou o centro de sua liderança militar e produziu os “valentes de Davi” (2 Sm 23.8ss).

1. Distinguindo uma equipe de um grupo.
Porque uma equipe é diferente de um grupo? Para que exista uma equipe se faz mais que necessário, afinidade, intimidade, comprometimento, objetivo e propósito. Para que uma equipe seja reconhecida o relacionamento entre essas pessoas deve ser sincero, transparente. A visão precisa levar todos a um único objetivo: “a vitória em conjunto” isto é uma equipe.
Em qualquer lugar podemos ver grupos e isto não quer necessariamente dizer que são uma equipe. Exemplos: um grupo de pessoas estava no ponto de ônibus, ou se fez um ajuntamento de pessoas na rua tal... para ver o presidente passar. Mesmo assim não se pode dizer que ali existe uma equipe sem haja em todos as características acima.
Davi na sua tarefa de líder soube incutir na mente de seus liderados o que de fato era uma equipe. Ele preparou esses homens para batalha, mas, antes disso, com o seu caráter ele influenciou aqueles homens de maneira tão sublime que esses homens se tornaram nos mais preciosos guerreiros e valentes que Davi poderia ter. (2 Sm 23.8). Diferente de Saul Davi teve o seu caráter forjado pela experiência do sofrimento e foi exatamente isso que fez a diferença na liderança de Davi. As passagens de 2 Samuel 23.14-17; e 1 Crônicas 11. 16-19, mostram como um líder é bem sucedido no seu ministério. As pessoas que são lideradas por ele colocam a própria vida em risco para atender o pedido e o desejo do seu líder. E a verdadeira essência da liderança é honrar a Deus da mesma forma que Davi honrou com o seu feito quando recebeu dos valentes aquela água, ele a derramou como oferta perante o Senhor honrando o todo poderoso e a coragem daqueles homens, você esta disposto a agir assim?

2. A força do exemplo do líder.
Com a morte de Golias Davi passou a ser aclamado como grande guerreiro de Deus provocando assim a ira e o ciúme de Saul. Mesmo assim Davi era amado pelo povo e o seu exemplo encantava a todos (1 Sm 18.16). Para que um líder tenha um forte exemplo diante da sua equipe de liderados é necessário pelo menos três coisas:
• Tem uma mensagem digna de ser lembrada
Lembrem-se dos seus líderes, que lhes falaram a palavra de Deus. Observem bem o resultado da vida que tiveram e imitem a sua fé." Quando eles falam, as pessoas escutam. Você fala de tal maneira, que deixa marcas no coração das pessoas?
• Tem um estilo de vida digno de consideração
"Observem bem o resultado da vida." A vida deles esta de acordo com sua mensagem? E a sua? Você vive de tal maneira, que deseja ser estimado pelos outros?
• Tem uma fé digna de ser imitada
"Imitem a sua fé". Qual e a mensagem da sua vida? O que Deus quer dizer ao mundo por meio da sua vida? Se você quer ser um bom líder, precisa desenvolver uma mensagem digna de ser lembrada, levar um estilo de vida digno de ser considerado e ter uma fé digna de ser imitada. Todas essas coisas pertencem ao caráter.
CONCLUSÃO
A vida de Davi como líder é de fato é de fato uma inspiração para nós como servos de Deus. A liderança só pode ser eficaz se o líder tiver humildade para reconhecer que o grande é Deus e somente ele pode nos conceder lideres segundo o seu coração.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A TRILHA PARA O TRONO

A Trilha Para o Trono
Por Pr Manoel Moura Júnior.


De acordo com Paulo, nós que cremos em Jesus fomos levantados da morte espiritual e assentados com Ele no reino espiritual. "Estando nós mortos em nossos delitos, (Deus) nos deu vida juntamente com Cristo...e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" (Efésios 2:5-6).

Então, onde é esse lugar celestial onde estamos assentados com Jesus? É nenhum outro senão a própria sala do trono de Deus - o trono da graça, a habitação do Todo-Poderoso. Dois versículos adiante, lemos como fomos levados a esse lugar maravilhoso: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (2:28).

Essa sala do trono é a moradia de todo poder e domínio. É de onde Deus governa sobre todos os principados e potestades, e reina nas coisas dos homens. Aqui da sala do trono, Ele monitora cada movimento de Satanás e examina todo pensamento do homem.

E Cristo está assentado à destra do Pai. As escrituras nos dizem: “Todas as cousas foram feitas por intermédio dele” (João 1:13), e, “nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Colossenses 2:9). Em Jesus reside toda a sabedoria e paz, todo poder e toda energia, tudo que é necessário para viver uma vida vitoriosa e frutífera. E nos é concedido acesso à todas essas riquezas que estão em Cristo.

Paulo está nos dizendo, “Tão certo quanto Cristo foi levantado dentre os mortos, nós fomos levantados com Ele pelo Pai. E, tão certo quanto foi levado para o trono de glória, fomos levados com Ele ao mesmo glorioso lugar. Porque estamos nEle, estamos também onde Ele está. Esse é o privilégio de todos os crentes. Quer dizer que estamos sentados com Ele no mesmo lugar celestial onde habita”.

É claro que o mundo tem todo o direito de questionar esse conceito. Como um cristão poderia estar vivendo no espaço celestial, assim como na terra? Mesmo crentes admitem que não compreendem o ensinamento de Paulo aqui. E confessam não experimentar essa verdade em suas vidas diárias.

Nem temos de olhar para o exemplo de uma igreja confusa e desesperada para vermos isso. Só temos de examinar o nosso próprio caminhar com Cristo. Multidões de cristãos estão derrubados e com medo; vão à igreja, cantam louvores a Deus, e testificam do poder vitorioso em suas vidas. Mas para muitos dentre estes mesmos cristãos, a vida é uma constante série de altos e baixos. Eles são aniquilados pelos cuidados e problemas do mundo; ao enfrentar provações são quebrados, e a fé some em um instante.

Eu lhe pergunto: isso reflete a vida celestial que Paulo descreve? Essa é a idéia que você tem em relação à vida do trono? Lemos que o próprio Cristo nos levou à uma posição celestial com Ele. Mas se é assim, então muitos cristãos estão vivendo muito abaixo das promessas concedidas por Deus. Pense nisso: se estamos efetivamente vivendo em Cristo, assentados com Ele na sala do trono celeste, então como algum crente pode ainda estar escravizado à carne? Recebemos uma posição nEle com um objetivo. Mas muitos no corpo de Cristo não a reivindicaram ou não se apropriaram dela.

Leia cuidadosamente as palavras de Paulo: “O qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as cousas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as cousas, o deu à Igreja” (Efésios 1:20-22).

A maioria dos cristãos não tem nenhuma dificuldade em crer que Cristo está lá. A gente prega: “Jesus está agora no trono. Está acima de toda potestade e poder, muito acima do alcance de Satanás”. Contudo achamos difícil aceitar a verdade que se segue: “E, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (2:6). Podemos crer que Cristo já está nesta posição celestial, assentado com o Pai. Mas não conseguimos aceitar que nós também estamos assentados lá, na mesmíssima sala do trono. No entanto, o próprio Jesus já nos disse: “Vou preparar-vos lugar” (João 14:2), não apenas na glória, mas agora mesmo.

Para muitos, isso soa como fantasia, uma ilusão teológica: “Você quer dizer que não tenho de viver uma vida quente e fria, um dia no alto, outro lá embaixo? Quer dizer que quando for abalado pela tribulação, não preciso hesitar? Que eu posso manter intacta a minha intimidade com Cristo?”.

Sim, exatamente. Paulo declara, “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo” (Efésios 1:3). Note onde Paulo diz é concedida toda bênção espiritual: na sala do trono. Todas as riquezas de Cristo estão à nossa disposição lá: firmeza, poder, descanso, paz crescente.

Então, por que há tantos cristãos bem intencionados perdendo essas coisas? Seria porque não estamos ocupando a nossa posição no lugar celestial com Cristo? Será porque ouvimos tanta falação atualmente quanto à necessidade de avivamento? Seria porque multidões de crentes simplesmente não estão vivendo a vida ressurrecta?

Paulo deixa claríssimo: para ter as bênçãos de Cristo fluindo através de nós, temos de estar assentados com o Senhor na sala do trono nos céus.


Algo de Terrível Acontece Atualmente na Casa de Deus,
Um Problema que Vejo Como "Queda de Força"



Satanás está devastando a casa de Deus, e não está sendo desafiado. Pelo contrário, ele prossegue livre enganando muitos no corpo de Cristo, causando desespero e confusão, e trazendo ruína aos que serviram Deus por toda uma vida.

Um sociólogo agnóstico escreveu um livro sobre a situação da igreja. Ele conclui o seguinte em relação aos cristãos: “Longe de viverem no ‘outro mundo’ (céu), os fiéis são notavelmente iguais ao mundo secular... Na prática, não são do jeito que deveriam ser em sua teologia... A cultura os atropelou... A conversa sobre inferno, condenação e mesmo pecado foi substituída pela linguagem não condenatória da compreensão e da empatia”. C. S. Lewis disse algo parecido há décadas atrás: “O maior inimigo da igreja é o ‘mundanismo satisfeito’”.

Parece que a igreja desabou, cedendo aos problemas que estão em torno de nós. Em termos simples, deixamos de nos concentrar na vitória de Cristo ou em vivermos vida vitoriosa. Vejo sintoma disso na proliferação de conselheiros. Por que? Porque poucos cristãos crêem ser possível viver a vida celestial nesses tempos difíceis. Pelo contrário, correm atrás de aconselhamento, chorando, “Tive um dia terrível. Por favor, me dê algo que me ajude chegar até amanhã”.

Nos deparamos com o mesmo foco em muitas das pregações modernas. A maioria dos sermões de hoje se concentra em atender às necessidades das pessoas, ao invés da vida vitoriosa que temos em Cristo. Os pastores oferecem três passos para sobrevivência para mais um dia, um plano do tipo “Como aprender a” - para simplesmente se ir levando. Essas mensagens negligenciam completamente a sala do trono, e o posicionamento celestial que nos foi dado em Cristo.

A verdade é: esse mundo sempre foi complicado. Sempre esteve sob a ameaça de tragédias, à beira do colapso. Tal tem sido a mentalidade de piedosos pastores durante séculos. A minha biblioteca em casa contém poderosas mensagens pregadas por ministros Puritanos do século 17. Eles advertem quanto à bebedeira, à delinqüência juvenil, à fornicação, à bestialidade, à agitação política, aos transtornos familiares desenfreados. Resumindo, eles falaram há centenas de anos atrás sobre todas as coisas que vemos acontecendo hoje. E alguns deles achavam que Deus não teria como suportar tanta corrupção por outros cinqüenta anos.

Em 1860, um pastor cheio do poder em Nova Jersey prevenia quanto à “amplidão das trevas” que estavam envolvendo o país. Ele pregava sermões flamejantes gritando contra a apatia e o mundanismo da igreja. Esse homem também escreveu um livro chamado “The Millenial Experience” onde descrevia doutrinas e cultos falsos que brotavam por todo lado. Ele, também, pregou sobre as mesmas coisas que vemos tendo lugar hoje.

O povo de Deus sempre enfrentou um inimigo que ataca de todos os lados. As coisas hoje podem estar bem piores do que no tempo dos Puritanos, mas enfrentamos o mesmo diabo. E aqueles mesmos pastores ensinavam que toda bênção profetizada para o futuro estava disponível então ao povo de Deus. Não importa se vemos a corrupção aumentando em torno de nós. Segundo Paulo, a graça de Deus nos vem muito maior do que essa.

Então, por que não crer em Deus visando hoje essas mesmas bênçãos espirituais? Por que deixamos de crer que Ele nos responde antes de pedirmos? Se estamos em Cristo - se Ele ao mesmo tempo está dentro de nós, e à destra do Pai - por que as nossas vidas não refletem isso?

Há uma Necessidade no Corpo de Cristo
Daquilo que Denomino "Grande Despertamento"


O que quero dizer com grande despertamento? Estou falando a respeito do que Paulo descreve como revelação e iluminação: “Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder” (Efésios 1:17-19).

Paulo está dizendo aos efésios: “Oro para que Deus lhes dê uma renovada revelação, que abra os seus olhos para o chamado que lhes tem enviado. Peço que dê a vocês nova compreensão quanto à vossa herança, às riquezas de Cristo que lhes pertencem. Há um poder arrebatador que Deus deseja liberar em vocês. É o mesmo poder que estava em Jesus. Sim, o mesmo poder que está no Cristo celestial entronizado, está em vós agora mesmo”.

Segundo Paulo, o tremendo poder de Deus “o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à Sua direita nos lugares celestiais”, corresponde à mesma “suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder” (1:20,19). Por essa razão, Paulo exorta: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé” (2 Coríntios 13:5).

Como devemos nos examinar? Fazemos isso medindo-nos em relação às impressionantes promessas de Deus. Devemos nos perguntar: “Eu recorro e valho-me dos recursos de Cristo para resistir ao diabo? Eu acesso o Seu poder para vencer o pecado? Eu vivo continuamente na alegria, na paz e no descanso que Jesus prometeu a todo crente sem exceção?”.

Amado, a vida do trono não é fantasia. Não se trata de um ilusionismo teológico qualquer. É uma provisão tornada possível a nós através da cruz de Cristo. Logo, se algum crente não possuir essa vida do trono, ele só pode concluir uma coisa: “Eu ainda não me apropriei da posição celestial que me foi dada com Cristo. Se não posso ver Seu gigantesco poder em ação em mim, então não assumi o meu lugar nEle”.

O seu “grande despertamento” pessoal chega no dia em que você olha para a sua vida e clama:

“É preciso haver mais do que isso na vida em Cristo. Todos os planos que eu tinha foram desmanchados, os meus sonhos destruídos. Vivo como um escravo dos meus medos e dos desejos da carne. Mas não agüento mais isso”.

“Sei que o Senhor me chamou para mais do que essa vida de derrota. E não serei hipócrita. Oh, Deus, há de verdade um jeito de Tu me concederes a força para eu viver em vitória? Tu estás verdadeiramente querendo me tornar mais do que vencedor em minhas provações? É mesmo verdade que Tu tens como me conceder perfeita paz em meio às batalhas?”

“Seria realmente possível eu ter contínua intimidade contigo? Seria verdade eu não ter mais de escorregar para a apatia, ou ter de lutar para Lhe agradar? Será que há mesmo um lugar de descanso em Ti onde nunca mais precisarei de avivamento - pelo fato da minha fé estar constante e leal?”

Você está preste a despertar quando admite: “Amo Jesus, mas não estou experimentando a vida do trono da qual Paulo fala”. Esse é o momento em que você está sendo direcionado à revelação e à iluminação. O próprio Deus o escolheu - não para viver uma vida sem alegria e em desespero sob a pressão do inimigo, mas para ter uma posição celestial. E chegou a hora de você olhar para o alto e reivindicar esse lugar em Cristo.

Há Senão Uma Trilha Para o Trono

Não se chega a esse lugar celestial pelo choro. Não dá para entrar lá por meio do estudo ou de obras. Não, o único caminho em direção à vida do trono é por meio de um sacrifício vivo: “Apresentei os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rom. 12:1).

Paulo está falando aqui por experiência própria. Eis aqui um homem que foi rejeitado, tentado, perseguido, surrado, aprisionado, vítima de naufrágio, apedrejado. Paulo também tinha sobre si todos os cuidados da igreja. Mesmo assim, testifica: “Em todas
as situações vivo em contentamento”.

Agora ele está nos dizendo: “Então, você quer saber como eu cheguei ao conhecimento desse caminhar celestial? Quer saber como cheguei ao contentamento seja qual for a situação na qual eu esteja, ou como consegui encontrar descanso verdadeiro em Cristo? Eis a trilha, eis o segredo para se apropriar de sua posição celestial: apresente o seu corpo como sacrifício vivo ao Senhor. Cheguei ao contentamento unicamente pelo sacrifício de minha própria vontade”.

A raiz grega para “vivo” aqui sugere “por toda a vida”. Paulo está falando de um comprometimento de união, um sacrifício feito de uma vez por todas. Contudo, não se engane: esse não é um sacrifício que tenha a ver com a propiciação pelo pecado
– o sacrifício de Cristo na cruz é a única propiciação válida: “Agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado” (Hebreus 9:26).

Não, Paulo está falando de um tipo diferente de sacrifício. Mas ainda assim, não se engane: Deus não tem prazer no sacrifício fabricado pelo homem no Velho Testamento. Hebreus nos diz: “Não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado”
(10:6).
Por que tais sacrifícios não eram agradáveis ao Senhor? Colocando em termos simples: porque não exigiam coração.

Mas o sacrifício que Paulo descreve é do tipo no qual Deus tem grande prazer, precisamente porque envolve o coração. Que sacrifício é esse? É o sacrifício da morte da nossa vontade, de pôr de lado a nossa auto-suficiência, e do abandono de nossas
ambições.

Quando Paulo exorta: “Apresentei os vossos corpos”, está dizendo basicamente, “Chegue-se ao Senhor”. Mas, o que isso significa exatamente? Significa nos aproximar de Deus com o propósito de ofertar-nos inteiros a Ele. Significa ir a Ele não em nossa própria suficiência, mas como filho ressurrecto, como santificado na retidão de Jesus, como aceito pelo Pai através de nossa posição em Cristo.

O próprio Jesus ofereceu Sua vida como sacrifício vivo. Não estou falando do sacrifício que Ele fez por nossos pecados na cruz. Não, houve dois aspectos em relação ao sacrifício de Cristo. Primeiro, houve a Sua propiciação pelo pecado. E então houve o
abandono de Sua vontade ao Pai. Para resumir, Jesus se deu não só como sacrifício por nossos pecados, mas como sacrifício vivo para ser usado como instrumento pelo Pai. Veja o Seu testemunho:

“Eis aqui estou...para fazer, ó Deus, a tua vontade” (Hebreus 10:7). “Não vim porque eu, de mim mesmo, o quisesse, mas aquele que me enviou é verdadeiro” (João 7:28). “Nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai e ensinou. E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada” (8:28,29). “Eu falo das cousas que vi junto de meu Pai” (8:38).

Todo crente é chamado a participar desse aspecto do sacrifício de Cristo. Devemos nos apresentar a Deus, submeter nossa vontade a Ele, e ingressarmos numa vida inteiramente dependente dEle. Devemos ir a Ele dizendo: “Senhor, renuncio à minha vontade em favor de Ti. Troco a minha vontade pela Tua. Estou me comprometendo a nunca mais dizer ou fazer qualquer coisa a menos que me dirijas a isso”.

É claro que Jesus é o nosso exemplo nisso. Ele não agiu segundo a Sua vontade, mas falou e agiu apenas segundo o direcionamento do Pai. E fez tudo isso com um propósito: conduzir “muitos filhos à glória” (Hebreus 2:10). Em resumo, Cristo
nos mostrou a trilha para o trono. Estava dizendo: "Siga-me, pondo de lado a tua vontade, teus planos, os teus sonhos. Comprometa-se com uma vida totalmente dependente do Pai. Então a tua vida trará glória para Ele".

Quero Oferecer uma Definição de Glória:
É a Plenitude de Deus em Cristo


Eis aqui a glória à qual todo cristão é escolhido a cumprir. Veja, muitos são chamados como filhos do Pai, com todos os privilégios de filiação - mas nem todos caminham nessa glória, mesmo tendo nós sido destinados a apropriarmo-nos dela. Bem, uma incrível glória será manifesta quando Cristo voltar para levar Seus servos. Mas há também uma glória direcionada para ser manifesta na igreja de Deus aqui na terra. Estou falando da glória de estar em Cristo onde Ele está agora: "Eis aqui estou eu e
os filhos que Deus me deu" (Hebreus 2:13).


Essa glória espera o servo que vai ao altar para apresentar seu corpo como sacrifício vivo. Ele abandonou todos os seus planos e ambição, porque experimentou as terríveis conseqüências de caminhar segundo sua própria vontade. Ele está esgotado de
tanto lutar para acertar seus problemas. E não agüenta mais ver planos fracassarem, sonhos ficarem travados. Então ele vai ao altar para resolver a questão de uma vez por todas: submeter-se inteiramente à vontade de Deus.

Tal é o sacrifício que todo crente deve fazer se quiser conhecer a mente de Deus. O Senhor nunca compartilha Seus planos com os que se agarram aos próprios esquemas. Por que Ele irá direcionar alguém que esteja determinado a fazer o que já
resolveu? Eu conheço um pouco os dois lados dessa trilha. Em várias ocasiões, segui minha própria vontade. Mas eu também conheço a liberdade que vem por se poder declarar, de uma vez por todas: “Nada tenho a fazer senão cumprir a vontade de Cristo. Não tenho necessidade de levantar um grande trabalho. E não preciso estar envolvido em coisas boas, a menos que Ele me leve a isso. Não tenho de provar nada a ninguém. Eu só quero é confiar em Jesus e depender inteiramente dEle”.

Posso dizer por experiência própria: esse ponto de quebrantamento e confiança é que lhe leva a encontrar o despertamento e o iluminar do qual Paulo fala: “Todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados
segundo o seu propósito” (Rom. 8:28). Você desiste de enfrentar as durezas da vida com sua própria força. Você já teve o suficiente de hesitação na fé, de medo que não sai, de nunca ter certeza quanto ao quê fazer. Então você leva tudo ao altar
– o seu ego, seu orgulho, seus planos – e vai a Jesus com espírito quebrantado e coração contrito. Você chegou ao ponto em que confia unicamente nEle para que tudo coopere para o bem.

No momento que você renuncia à sua vontade para a dEle, o sacrifício foi feito. Acontece quando você simplesmente desiste de lutar para tentar agradar a Deus por si. Você não consegue ter méritos para Lhe agradar através de uma vida correta
ou praticando boas obras. Não, você está compromissado simplesmente a confiar nEle. E quando apresenta seu sacrifício vivo a Jesus, eis a resposta dEle: “Sim, venha e arrazoemos. Se você sacrificou sua vontade, não é razoável você vir e assumir
o seu lugar comigo pela fé?”.

Na verdade, esse ato de fé é o “culto racional” ao qual Paulo se refere: “Apresentei os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rom. 12:1). Trata-se de confiar nEle com a nossa vontade, crendo que
Ele concederá todas as bênçãos que necessitamos.

Pense nisso: deixa de ser racional abrir mão de sua vontade - mas não crer que pode ingressar na plenitude de Cristo. Ele lhe chamou para tomar a vontade dEle, pela fé: “Se tu queres a Minha vontade – se queres viver uma vida na qual poderá
sacar da Minha paz, do Meu descanso, da Minha sabedoria o tempo todo – então venha à sala do trono pela fé. Aqui, tu estás em Mim. Quando orar, será como se Eu estivesse orando através de ti. Tu estarás onde Eu estou”.

Você Está Pronto Para Desistir de Tua Vida de Lutas
--- de Medo do Futuro, de Altos e Baixos,
de Nunca Achar que Está Agradando ao Senhor?


Se você está cansado de lutar, está na hora de se perguntar: estou pronto para me oferecer no altar, como sacrifício vivo? Está pronto para dizer: “Não seja feita a minha vontade, Jesus, mas a Tua. Cansei de tentar dirigir minha própria vida.
Eu a destrocei completamente. Agora estou pronto para confiar em Ti totalmente.Tu apenas possuis o poder, a autoridade, as orientações que preciso. Então, vou a Ti pela fé. E confio que falarás a mim fielmente, dizendo, ‘Eis o caminho, andai
por ele’”.

Se isso lhe descreve, então você está pronto para pegar seu lugar celestial com Cristo. Mas fique avisado: Satanás fará tudo que puder para tentar abalar sua postura de retidão. Os seus problemas e sofrimentos não vão acabar simplesmente porque
está assentado com Cristo. Em verdade, podem aumentar. Mas agora possuirá os recursos interiores para enfrentar suas dores, porque o poder de Deus está operando em você. E você pode informar ao diabo:

“Oh vil serpente, fique sabendo: eu não estou mais no endereço velho. Não moro mais na rua do Desespero. Eu assumi uma nova posição, na sala do trono de Deus. E estou residindo em um novo lugar, nas regiões celestiais com Cristo. Então, se
você quiser me atingir, terá de fazê-lo aos cuidados do Deus Todo-Poderoso. Ah, eu também atendo por um nome novo. Agora você pode me chamar de ‘príncipe vencedor com Deus’”.

Prezado santo, a sala do trono agora lhe está aberta. Aceite o que Cristo fez, e ousadamente assuma a sua posição com Ele, pela fé. Ele aceita a renúncia de sua vontade. Agora, peça que Ele abra os olhos do seu entendimento. E confesse, “Creio
naquilo que o Senhor diz a respeito de mim: que sou um príncipe de conquistas. Também creio que estou onde Ele diz que estou: na sala do trono dos céus. Estou assentado com Ele num lugar de autoridade sobre toda obra de Satanás. Aleluia, Ele me mostrou o caminho para o Seu trono. E agora a minha habitação diária é nEle”.
Texto original de David Wilkerson, adaptado por Pr Manoel Moura Júnior.

sábado, 24 de outubro de 2009

DAVI E O TEMPO DE DEUS EM SUA VIDA.


Davi – As Vitórias e as derrotas de um homem de Deus.
Lição 04: Davi e o Tempo de Deus em sua Vida
Por PR Manoel B. M. Júnior.

Texto Áureo: “E disse aos homens: O SENHOR me guarde de que
Eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do SENHOR,
Estendendo eu a minha mão contra ele; pois é o ungido do
SENHOR” (1 SM 24.6).


Verdade Prática: Mesmo estando ungido a mando do Senhor para ser
o rei, Davi soube esperar o tempo de Deus para ocupar o trono de
Israel.


Leitura Bíblica em classe: 1 Samuel 24. 4-8 ARC.


INTRODUÇÃO

Davi é um homem cujo caráter deveria ser seguido por todos nós. Ele nasceu mediante um propósito Divino para ser o rei de Israel e mesmo diante de tal propósito Davi teve que enfrentar as mais adversas provas possíveis que um garoto de sua época poderia enfrentar. Ele tinha a promessa de ser rei mais foi desqualificado pela própria família no que diz respeito à sua capacidade de enfrentar uma guerra, a única função que lhe sobrou foi a de pastor de ovelhas. No momento que surge a oportunidade de provar o seu valor matando Golias, Davi começa a ser perseguido por um rei endemoninhado. Ele tinha a promessa e a unção para o trono mais teve que viver como fugitivo, andarilho, e até como louco a fim de preservar a sua vida, chamada e fé, ele teve que esperar o tempo de Deus em sua vida. Você esta disposto a esperar o tempo de Deus na sua vida?

COMENTÁRIO

I. DAVI ESPERA O TEMPO DE DEUS EM MEIO AS AMEAÇAS

1. A lança do Rei.

O capitulo 18 de 1 Samuel mostra como Saul ficou com ciúmes por Davi ter matado Golias O heroísmo de Davi (5) naturalmente que lhe trouxeram honrarias, até mesmo da parte dos cortesãos e oficiais e mulheres de Israel. Mas a inveja e as intenções assassinas de Saul para com Davi (6-12) começam a aumentar. A malevolência do rei se nota quando atirou sua lança para ferir Davi (11), nos versículos anteriores podemos ver como Saul passou a olhar para Davi, O espírito do mal o atormentava causando-lhe excessos de raiva (cólera), por duas vezes Saul tenta cravar a sua lança em Davi que se desviou dele, ou seja, escapou com vida. Davi suportou essa fase esperando o tempo de Deus em sua vida.

2. A espada dos filisteus.

Vendo que Davi permanecia vivo Saul planeja outra investida contra Davi. Ele falha em não ter dado Merabe como esposa a Davi, segundo sua promessa (1Sm 17.25), e em sua exigência que Davi praticasse grandes feitos de bravura contra os filisteus, para provocar a morte de Davi (17-19), e em ter oferecido Mical a Davi, sob a condição de fazer cair a Davi pela mão dos filisteus (25). Davi cumpriu a sua parte no acordo, porém, Saul, em vez de dar a sua filha Merabe por esposa a Davi, permite que ela se case com Adriel o meolatita (1 Sm 18.19). A proposta de Saul tinha como objetivo principal o extermínio de Davi. Não houve uma exigência de dote para que Davi se casasse com Merabe apenas cem prepúcios dos filisteus. Saul queria de fato que Davi caísse pelas mãos dos filisteus (1 Sm 18. 22-25). Se Davi não tivesse de fato convicto de sua chamada aceitaria a proposta sem honrar o nome do Senhor e com certeza seria derrotado e morto.

II. OS LOCAIS DE REFÚGIO DE DAVI DURANTE A ESPERA DO TEMPO DE DEUS

1. Na escola profética de Samuel.

O primeiro pensamento de Davi foi o de encontrar Samuel, ele foi ao encontro do profeta em Ramá, e lhe participou tudo quanto Saul lhe fizera (1 Sm 19. 18). A localização e o significado de Naiote são obscuros. Julgou-se que era um destrito de Ramá, ou algum lugar nas redondezas, onde os profetas associados a Samuel tinham sua residência (1 Sm 19.20,22). O nome pode ser derivado de um termo que significa “moradia”.

2. Na casa do sacerdote Aimeleque.

DAVI OBTÉM PÃO SANTIFICADO E A ESPADA DE GOLIAS, EM NOBE (1Sm 21.1-9). A localização de Nobe é desconhecida, mas ficava à vista de Jerusalém (conf. Is 10.29-32). Davi chegou ali, até o tabernáculo, pois queria ajuda e orientação. Aimeleque, o Sumo Sacerdote, era um homem bom, bisneto de Eli, o Sumo Sacerdote no tempo da meninice de Samuel, sobre cuja casa tinha sido passada uma sentença de destruição (conf. 1Sm 3.13-14). Davi enganou Aimeleque fingindo que viajava comissionado por Saul (2), e esse engano produziu desastrosas conseqüências (1Sm 22.18-19). Embora Davi naquele momento estivesse só, provavelmente tinha ordenado aos mancebos (algumas versões dizem "servos"), seus seguidores, que fossem ter com ele em certo lugar de encontro (2). O único pão que havia disponível era pão sagrado (4), mas, em vista daquelas circunstâncias aduzidas, o sacerdote deu-lhe os pães da proposição ou "pães da Presença" (6). Os versículos 5 e 6 são difíceis quanto ao texto, ainda que o sentido seja claro. Os jovens não tinham tido relações sexuais nos dias anteriores e, por esse motivo, estavam cerimonialmente puros, de conformidade com a lei (conf. Êx 19.14-15). Os vasos ou utensílios em que os pães seriam postos também estavam cerimonialmente puros. Davi argumenta ainda que embora estivesse tratando o pão como se fosse comum, "não obstante certamente hoje o pão no vaso é santo" (5), isto é, pão da proposição fresco tinha, naquele mesmo dia, sido cozido e posto na mesa, no lugar do que receberiam, pois o dia era uma sexta-feira. Doegue, um brutal e perverso edomita, estava ali detido perante o Senhor (7). Ele era chefe dos pastores de Saul e, aparentemente, era um prosélito, mantido no tabernáculo por causa de algum voto, ou como castigo devido a algum crime. O patife observou como Aimeleque deu a Davi os pães da proposição e a espada de Golias. Esse incidente tem importância especial por causa do fato que Cristo referiu-se ao mesmo (Mt 12.3-4; Mc 2.25-26; Lc 6.3-5).

III. DAVI CONTINUA ESPERANDO O TEMPO DE DEUS

1. Entre os filisteus e na caverna de Adulão.

Depois que saiu da casa de Aimeleque Davi foge para Gate, cidade dos filisteus a Aquis, seu rei. Aqui o reconheceram e falaram dele como rei da terra (1 Sm 21.11); sem duvida, porque ele tinha aceitado o desafio de Golias como um rei normalmente deveria ter feito, e ele tinha sido o tema da canção de triunfo das mulheres. Para salvar sua vida Davi fingiu ser louco e esgravatava nos portões da entrada (1 Sm 21.13), ou seja, arranhava, ou, como na Septuaginta, “tamborilava” nas portas. O respeito oriental em presença da loucura salvou-o da morte praticamente certa. Os seus atos eram tais que, quando foi trazido à presença de Aquis, o rei repreendeu a seus criados por terem lhe trazido um louco. Temeu muito (1 Sm 21.12), o rei teve muito medo.
Depois de escapar de Gate, o próximo refugio de Davi foi a caverna de Adulão, assim chamada devido a uma cidade nas suas proximidades. Estava situada na Sefelá, a planície de Judá, em torno de 26 quilômetros a sudoeste de Jerusalém, e 20 quilômetros a sudeste de Gate. Existem na região muitas cavernas que poderiam facilmente ter abrigado o grupo de Davi. Com ele estavam não somente os membros da família de seu pai, mas também todo o homem que se achava em aperto, e todo homem endividado, e todo o homem de espírito desgostoso – literalmente, de alma amargurada (2). Este chegou, no inicio, a 400 homens, posteriormente a 600 (1 Sm 23.13). Não foi uma tarefa fácil reunir um grupo de homens tão comuns em um exército eficaz. É provável que muitos deles, se não todos, fossem refugiados das leis arbitrarias e mal orientadas de Saul.

2.Nas cidades,desertos, vales e montes.

De Adulão, Davi e os seus homens foram para mispá, dos moabitas, um nome que significa “torre de vigia” ou “altura”. A localização de Mispá, em Moabe, é desconhecida. Preocupado com seu pai e sua mãe, Davi levou-os ao rei dos moabitas e conseguiu refúgio para eles, com o seguinte pensamento: “até que saiba o que Deus há fazer de mim” (3). O pai de Davi que era neto de Rute, a moabita, provavelmente encontrou alguns parentes de sua avó ainda vivos em Moabe. Ali permaneceram todos os dias que Davi esteve no lugar forte (4), isto é, em Mispá. O profeta Gade insistiu para que Davi retornasse a Judá, e o jovem fugitivo e os seus homens refugiaram-se em seguida no bosque de Herete (5), uma região não identificada, mas com base em 1 Samuel 23.1 provavelmente se situava na parte ocidental do território de Judá.

CONCLUSÃO

Davi tinha a unção, a chamada, o trono e o reinado eram dele por direito. Ele poderia ter matado Saul varias vezes, mas não matou. Poderia ter liderado uma revolta contra rei Saul, mas não liderou. Davi soube esperar com paciência no Senhor, ele sabia que no momento certo Deus se inclinaria para ele e ouviria o seu clamor. Não podemos cair no caminho da incredulidade aceitando qualquer afronta como sentença final e nossas vidas. Deus quer que confiemos nele de maneira total e completa, não duvidando de sua promessa. Ele é mais do que capaz para nos tirar das cinzas e nos colocar em um lugar alto e sossegado (Salmo 23.1-6). Ele é o Pastor, Ele está no controle de suas ovelhas, portanto espere o seu tempo!

Esperar exige confiança no plano de Deus e crença de que ele está trabalhando de modo ativo em sua vida.